segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pela janela

Alguns dias da minha infância foram passados no apartamento da minha avó.
E o que uma criança, acostumada com espaços grandes, 
podia fazer num apartamento de avó?
Olhar pela janela e ver o que outras pessoas estavam fazendo!
Ficava muito tempo, na janela do 5º andar, olhando as pessoas do prédio em frente.
Observava o que cada uma fazia no mesmo cômodo mas em andares diferentes.
Eu sabia onde elas estavam e o que faziam, 
mas elas não sabiam que abaixo ou acima delas 
havia uma outra pessoa naquele mesmo cômodo fazendo alguma coisa.
Trago esse hábito até hoje.
Só que não faço mais a relação entre duas pessoas distintas.
Faço essa análise sempre tendo a mim como referência.







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