quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 0 comentários

Sem pudor

Tenho que admitir...
Durmo agarrada a bichinhos ou travesseiros.
Minha avó é culpada por introduzir este hábito, que mantenho até hoje.
Me sinto protegida, acarinhada, acompanhada...
É bem estranho, pois sou adulta.
Aliás, bota estranho nisso.
Meus travesseiros tem até nome; os mais recentes, 
comprados numa viagem, são Bululu e Bulele.
Sem o menor pudor são deixados na cama e
 aguardam meu abraço para enfim dormirmos juntos.






 
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